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Posts Tagged ‘Poesia’

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Traços salpicos riscados na Tela
Cor quente de Castanho bordado
 
Estreitos caminhos foscos seguem no meu Horizonte
Retocados pela Virtude de mãos delicadas
 
Na suave Leveza do tato singelo por entre os dedos
Surge rasgada uma Ausência na face transversal
 
Contemplação de Textura no contorno de tons pastel
Ocultada por Formas circulares translucidas
 
Sombras de Encantos sonhar
Noutros tempos de Alma sentida
 
Imagem fixa de um só Lugar
Na tela cor creme de Espirais ocultas 
 
  
 

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Aproxima o teu coração
e inclina o teu sangue
para que eu recolha
os teus inacessíveis frutos
para que prove da tua água
e repouse na tua fronte
Debruça o teu rosto
sobre a terra sem vestígio
prepara o teu ventre
para a anunciada visita
até que nos lábios humedeça
a primeira palavra do teu corpo

Agosto 1980

MIA COUTO


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Quero ver

o fundo do mar

esse lugar

de onde se desprendem as ondas

e se arrancam

os olhos aos corais

e onde a morte beija

o lívido rosto dos afogados

 

Quero ver

esse lugar

omde se não vê

para que

sem disfarce

a minha luz se revele

e nesse mundo

descubra a que mundo pertenço

 

Janeiro 1981

MIA COUTO

 

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Alguns dias atrás, nasceu uma semente neste “novo mundo”, nesta esfera virtual que é de todos e de cada um.
Um mundo no qual podemos dizer tudo a todos e nada a ninguém.
Um mundo de verdades, mentiras, contradições, afirmações, interrogações, pensamentos, sentimentos, sensações, emoções, opiniões, …
Um mundo de mil e uma palavras, onde somos livres de falar e de dizer o que queremos e o que entedemos.
O quer que seja de bom ou de menos bom, de repugnante, péssimo, chato, aborrecido, simples, complicado, lindo, fantástico, maravilhoso, …
A liberdade de expressão é expressa (passo a redundância) na sua plenitude.
Estamos perante um mundo de sonhos, de esperança, de vontade e de querer.
Querer sempre mais e melhor (a própria humanidade também é assim).
Afinal de contas também este mundo é, e será sempre feito à imagem do Homem, cuja vontade e desejo é atingir a perfeição, a ambição, mesmo que fique para trás outros valores e crenças.
A expansão de um blog é como colher o fruto de uma semente plantada.
É a realização e satisfação que cada um gostaria de ter neste enorme espaço comum.
É algo que nos pertence.
Mas é também um pedaço de todos os que fazem parte desta fantástica dimensão.
Criar um blog é semear uma “vida nova”.
Um blog implantado na blogosfera é como uma semente debaixo da terra.
Amizade, paciência e muita dedicação, darão corpo e alma a esta “nova vida”, como se tratasse de sol e de água (além de mais umas vitaminas, hoje em dia) :-), os ingredientes naturais que uma semente necessita para crescer.
E bem lá no fundo, no coração de uma semente escondem-se as palavras perdidas no Tempo.
É na sua alma que se reflecte o silêncio do sentimento, num lugar difícil de alcançar, onde tudo acontece a qualquer momento.
Tudo é “vivido” a cada fracção de um milésimo de segundo.
Neste pequeno grande mundo, uma semente é simplesmente o elo de ligação que permite estabelecer esta linguagem feita comunicação.
A alma e o coração de uma semente com 2.880.000 segundos vividos é sempre de louvar e de registar.
É com enorme prazer e satisfação que eu me dedico a cultivar um pouco mais, sempre que me é possível, esta semente com 100 dias de existência, transmitindo o reflexo da minha própria alma e coração.

Um bem haja à “minha” (nossa) Semente.

E obrigado a todos.

😎

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